Por Alexandra Corvo
Quando o novo mundo surgiu, foi como uma baforada de ar fresco para o consumidor cansado da oferta de vinhos europeus. Nada de errado com os velhos europeus. Mas nos anos 1990 as denominações de origem não garantiam qualidade de nada, os vinhos eram caros e difíceis de entender.
Aos poucos, Chile e Argentina entram em cena. Não foram recebidos sem preconceito. No comecinho dos anos 2000, quando trabalhei como sommelière no D.O.M., no Le Vin e na Figueira, lembro bem: ao oferecer um vinho argentino ou chileno, as pessoas achavam um absurdo, "Certeza vou ficar com dor de cabeça". Diante da minha insistência e do bom preço, acabavam se convencendo.



