Frases Famosas

"Existe mais filosofia em uma garrafa de vinho que em todos os livros." Louis Pasteur

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Que taça escolher?


Diz-se que cada tipo de vinho pede um tipo de taça, mas, para começar, você pode simplificar bastante suas escolhas

Thalita Fleury 




Se você está iniciando no mundo dos vinhos, é provável que já tenha se visto em frente a uma prateleira com diversas taças e pensado: "por que há tantas diferentes?" Para o iniciante, comprar uma taça é tão complicado quanto escolher o vinho. Mas, mesmo enófilos com alguma prática podem titubear diante da variedade.

Então, a primeira atitude é entender por que há tantas taças de formatos diferentes. Da mesma maneira que determinados tipos de roupa ajudam a valorizar o corpo, para tirarmos o melhor proveito de uma garrafa de vinho também é necessário escolher a taça ideal.

Hoje, "o formato é técnica pura", afirma Luiz Gastão Bolonhez, editor de vinhos de ADEGA. Isso porque, após muitos estudos, os recipientes foram desenvolvidos para conduzir o vinho para a boca e o nariz de maneira a realçar cores, aromas e sabores do fermentado, o que influencia no resultado. Para quem duvida, basta testar. Um paladar minimamente aguçado sentirá a diferença ao beber um mesmo vinho em taças completamente diferentes.
 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Qual adega comprar?

Escolher uma adega para guardar seus vinhos pode parecer simples, mas, acredite, não basta apenas saber a quantidade de vinhos que você quer proteger

Christian Burgos



Quando comecei a comprar vinhos que não tomaria de imediato, escolhi um armário no escritório de meu apartamento e passei a empilhar garrafas deitadas em um lugar escuro - como manda o figurino - para que a rolha estivesse sempre molhada e assim vedasse adequadamente as garrafas. Fora o malabarismo de ter que retirar as garrafas de cima da pilha e, ao mesmo tempo, segurar as do lado, para poder pegar o vinho desejado (e que sempre está numa das fileiras de baixo), repondo rapidamente a garrafa retirada para manter a estabilidade da pirâmide de vasilhas intacta - exercício que muitas vezes exigia a ajuda dos convidados do almoço (ou jantar) -, tudo ia muito bem durante a primavera.

Num determinado fim-de-semana, abri uma das garrafas para descobrir que não estava ideal, provei uma segunda e também não estava boa. O desespero se abateu sobre mim, terceira garrafa e ruim. O que teria acontecido? Na manhã seguinte, descobri que o sol matutino que entrava pela janela do escritório (que no verão iluminava uma parede), no inverno, dirigia-se diretamente à porta do armário de vinhos, uma verdadeira arma de destruição de vinhos em massa. Nesse momento, economizar na compra da adega climatizada para comprar mais e melhores vinhos materializou-se como uma das coisas mais estúpidas que poderia ter feito.

Todo verão tomo isso como uma lição para todos que almejam colecionar vinhos e esperar sua evolução: façam um curso de astrologia para compreender o movimento do sol em seus escritórios, ou comprem uma adega climatizada. 


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Diferença entre Champanhe, Espumante e Prosecco



Champanhe, Espumante e Prosecco.





Espumante

Nem tudo o que parece é. Em regra, a confusão entre tais termos ocorre quando estamos diante de um vinho visivelmente gaseificado (presença de CO2). Primeiro, registremos a célebre frase: Todo champagne é espumante, mas nem todo espumante é champagne. Acrescento, ainda, outra: Nem tudo que não é champagne é prosecco.
É chamado de espumante (ou sparkling wine) todo vinho que sofre duas fermentações naturais. A primeira é a fermentação alcoólica, comum de todos os vinhos, que transforma o açúcar da uva em álcool e que ocorre em tanques ou barris de carvalho. A segunda, onde o espumante adquire a efervescência, tanto pode ocorrer em tanques de aço inox pressurizados (método charmat) como podem ser feitas na própria garrafa (método champenoise ou tradicional/clássico)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Saca todas essas rolhas?


De Portugal

Quem não torceu o nariz quando abriu pela primeira vez uma garrafa de vinho fechada com screwcap – aquela tampa de rosca – ou quando sacou a rolha do gargalo e viu que ela era de plástico? E há boas chances de os lamentos do tipo “cadê a rolha de cortiça que estava aqui?” terem sido seguidos por uma rápida conclusão: esse vinho só pode ser ruim…

Afinal, dizia-se, o vinho envelhece melhor em garrafa enrolhada porque “respira”. E além disso, tem o charme do ritual, aquele negócio de olhar e cheirar a rolha e guardá-la no caso de vinhos célebres.

Quinze anos se passaram e a tampa de rosca não é mais tida como afronta à qualidade da bebida. E sim como uma solução eficaz e mais barata para fechar um vinho que vai ser bebido jovem – provavelmente um tinto australiano ou neozelandês, os mesmos que no começo da década de 2000 popularizaram a tampa de alumínio.


FOTOS: Daniel Teixeira/Estadão 


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Quem é quem em 2015

A classificação das páginas de vinho

 

Desde 2010, o EnoEventos publica, anualmente, a análise do tráfego obtido pelas páginas brasileiras de vinhos. Os resultados sempre despertaram grande interesse entre os leitores, mas principalmente entre os administradores das páginas, curiosos em saber como se posicionam nesse universo virtual, a cada ano mais concorrido.

Para obter um bom resultado comparativo, as páginas são divididas em 5 categorias, analisadas separadamente: Vinícolas, Importadoras, Sites e blogs, Organizações e associações e Lojas virtuais.

Os dados que alimentam este estudo foram coletados no Alexa - The Web Information Company, uma página americana, pertencente ao grupo Amazon.com, especializado na análise do tráfego da Internet. A base de dados deles é impressionante, com a classificação de milhões de páginas residentes em mais de 125 países.

Para classificar um site, a empresa utiliza o movimento dos últimos 3 meses (considerando visitas e páginas acessadas) a partir de uma fórmula não revelada. Cada um dos sites classificados recebe uma posição que varia de 1 - lugar que, sem surpresas, é ocupado pelo Google - crescendo sequencialmente até o último site classificado. Portanto, quanto menor a colocação obtida, mais movimento o site recebe.

 

sábado, 10 de outubro de 2015

A Encruzado desponta


Folha de São Paulo: A Encruzado desponta by sommelierprofissional

Lá por maio do ano passado, fiz parte do júri de um concurso internacional em Lisboa e pude degustar alguns vinhos da uva branca encruzado. Apesar de me chamarem a atenção pela mineralidade e ponta ácida vibrante, não me intrigavam mais que tantas outras variedades portuguesas interessantes. Mas, depois, sentindo com atenção, me dei conta: ela é especial, sim.

Não é comum em Portugal os vinhos serem varietais (feitos com só uma variedade de uva). Geralmente os produtores desse país expressam mais as características do terroir das regiões em vinhos produzidos com cortes de uvas autóctones e, portanto, muito bem adaptadas a cada zona.

Originária da região do Dão, a encruzado vem despontando (ali e também fora do Dão) em vinhos varietais pela sua expressão intensa. Dá notas de pinho, ervas frescas, muito cítrico e uma acidez brilhante que faz com que os vinhos não apenas sejam deliciosos e vivazes na juventude, como desenvolvam complexidade no envelhecimento.

Com um tempo em garrafa, o vinho ganha mais cremosidade, uma certa oleosidade que dá volume em boca, sempre apoiado pela acidez que se mantém por vários anos. O nariz desenvolve aromas mais densos de frutos secos e lembra algo de óleo de amêndoas, também sempre com uma nota fresca de pinho no fundo.

Tentei conversar com alguns enólogos portugueses que trabalham com ela, mas é época de colheita na Europa e a maioria não conseguiu me responder. Julia Kemper me contou, às pressas entre uma prensa em outra, que a encruzado está bem adaptada ao clima fresco do Dão, mas que varia de um terroir a outro.

Filipa Pato, gênio imparável, fez questão de conversar comigo e, mesmo com a vindima a todo vapor, me contou tudo com mais detalhes. Disse que a encruzado adora o granito fresco do Dão e que os melhores exemplares vêm da zona da Serra (Caramulo e Bussaco) –e que nas regiões um pouco mais quentes, ela já fica melhor com outras uvas que vão garantir a acidez (terrantez, cercial e bical).

Sua viticultora, Sonia, conhece bem a variedade e nos contou que a encruzado tem uma certa tendência a se oxidar, portanto fermentar em barrica ajuda que ela crie uma capacidade antioxidante própria.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Cave Colinas da Pedra

Porta de entrada da cave de maturação
Porta de entrada da cave de maturação

Em 1999 foi adquirida uma área de 45 hectares localizada nos fundos da Estação Ferroviária de Roça Nova, no município de Piraquara - Paraná, a fim de construir uma pousada ecológica. No ano seguinte, foram adquiridos em leilão público, da extinta Rede Ferroviária Federal S.A - RFFSA, a estação, o túnel ferroviário desativado, localizado a 140 metros da estação e uma litorina sucateada. Todos foram arrematados com a intenção de integrar o projeto da pousada.


domingo, 4 de outubro de 2015

As Dez Maiores Empresas Vinículas do Mundo – Ranking 2015



As dez maiores empresas vinícolas do mundo: 


Pelo segundo ano consecutivo Concha y Toro é catalogada como a marca de vinhos mais poderosa do mundo pelo ranking 2015 “Power 100 Most Powerful Wine Brands”, elaborado pela consultoria independente Intangible Business.

Fonte: http://blogdojeriel.com.br/2015/07/as-dez-maiores-empresas-vinicolas-do-mundo/

Grand Hyatt Wine Club 2015 - Degustação Vinhos da França

Ontem, dia 29/09, ocorreu mais um evento de vinhos no Hyatt, com vinhos franceses como tema. A palestra foi ministrada pelo enólogo da vinícola Baron Philippe de Rothschild no Chile, Emmanuel Riffaud, que mostrou a linha de vinhos Mouton Cadet. Quero parabenizar o Hyatt na pessoa da hostess Carolina pela organização  do evento, com música ao vivo, bela oferta de petiscos quentes e frios e até macarons! Além disso, 7 importadoras (além da Devinum, dona da palestra) mostrando belos rótulos. Dentre as diversas maravilhas , belos vinhos da vinícola da Domaine Paul Mas (Decanter) de Jean - Claude Mas no Languedoc: Picpoul de Pinet (branco), Claude Val Rose e a irreverente (é interessante) linha Arrogante Frog (Syrah e Reserve-Grenache, Syrah e Mourvèdre). A Mistral trouxe 2 rosés interessantes: o Figaro de Mas de Daumas Gassac, mais leve, e o Marius Rosé de M Chapoutier, mais complexo e com mais corpo. Trouxe também o branco do já clássico Côtes du Rhone Parallelle 45 De Paul Jaboulet Aîné (muito bom).

domingo, 27 de setembro de 2015

Vinho para feijoada é brancco

A mistura pode ser chocante, mas a bebida envolve os sabores das carnes e acrescenta um leve frescor


HAHAH!!! Vários choques ao mesmo tempo: feijoada, vinho e branco na mesma frase.

A gente já tem o péssimo hábito de achar que pratos populares não têm vez ao lado de vinho. Para piorar, brasileiro não toma vinho branco. Puro choque.